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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Assassino deixa carta antes de morrer: “Tudo por drogas”

Mais uma história triste que tem como causa o uso de drogas... Até onde o vício pode levar o ser humano, ceifar vidas, deixar filhos órfãos, víúvas e todos os familiares sem entender o porquê.
Até quando vamos ter que conviver com esta calamidade pública que se instalou no nosso meio, no nosso
convívio. Este mal já não é privilégio de certas classes sociais, raças, credo religiosos, hoje qualquer um
está sujeito e entrar neste mundo tão cruel, de onde raramente se sai vivo.


LEIAM ESTA REPORTAGEM E DEIXEM A SUA OPINIÃO!!!





Assassino deixa carta antes de morrer: “Tudo por drogas”
Criminoso era matador em série de taxistas em São Paulo. A polícia ainda não tinha feito ligação entre as mortes. Até que o próprio bandido confessou tudo em uma carta.

Era dezenove de dezembro de 2012. O taxista Edson de Freitas é encontrado morto a poucos metros do próprio carro com uma perfuração de faca no peito. O bandido levou apenas dinheiro trocado. Deixou, no bolso de Edson, R$ 250.
O motorista era casado havia 21 anos, tinha quatro filhos e uma netinha, que na época tinha dois meses. Dona Givanilda demorou a acreditar que o marido não voltaria mais para casa.
“Não tem dor acho que pior do mundo do que essa.Você vê acontecer com todo mundo, e você acha que não vai acontecer com você. E de repente, num piscar de olho, a pessoa fala que aconteceu, diz a empregada doméstica Givanilda da Silva Freitas.

No mesmo dia, no começo da madrugada, o criminoso tinha atacado outro taxista.
O Rodrigo Vallone foi uma das vítimas do assassino. Mas ele escapou porque conseguiu pular do carro.
Fantástico: Rodrigo, o que aconteceu naquele dia?
Rodrigo: Eles não chegaram nem a dar a voz de assalto. Já me pegaram pelo pescoço e já me furaram. Conforme ele foi me furando, eu consegui colocar a mão entre a mão dele e pular fora do carro.

Madrugada de cinco de fevereiro de 2013. Outro taxista é assaltado por dois jovens.
Eles levam o carro depois de esfaquear o motorista. A vítima, que sobreviveu, não quis gravar entrevista.
Nove dias depois, mais um crime violento na mesma região.
O alvo? O taxista Robson Alves de Morais. Uma testemunha, que não quer ser identificada, presenciou o assassinato. “O táxi entrou na rua em alta velocidade. O cara me pediu socorro. Ele gritou ‘ajuda!’.  Eu falei ‘é assalto?’. Ele falou, ‘é’. O bandido já ouviu a minha voz e saiu correndo. Eu tava correndo atrás dele, ele falava ‘vou ter que matar de novo, vou ter que matar de novo’”, lembra.
Imagens mostram o criminoso fugindo logo depois do ataque. A testemunha chamou a polícia e voltou pra socorrer o taxista.
Testemunha: Passou o dedo na perfuração e falou ‘eu vou morrer’, eu falei: não vai. O resgate está chegando. Senta aí. Ele entrou pra dentro do carro e sentou e ali foi agonizando, agonizando. Quando a polícia chegou, ele tinha pulsação ainda”, lembra.
O Robson Alves de morais tinha muitos amigos. Um deles era o Rodrigo, que também é taxista e ele foi a primeira pessoa que fez o reconhecimento do corpo do Robson no local do crime. “Eu tenho uma televisão no carro. Fico vendo as notícias de manhã e eu vi lá uma notícia de um taxista sendo assassinado. Reconheci o carro do meu colega”, conta Rodrigo Silva.
O último taxista foi atacado em uma rua que fica em alto de Pinheiros, um bairro de classe média alta na zona oeste de São Paulo. O assassino desceu por uma rua, mas ele deixou cair no chão a primeira pista que levou a polícia a identificá-lo: um carnê de uma loja de eletrodomésticos com o nome da namorada dele.
Thirza Lima Pescarini, de 19 anos, registrou o roubo do carnê - com informações falsas - num boletim de ocorrência. Ela foi chamada para prestar depoimento e não convenceu os policiais.
“Percebia-se claramente que ela estava mentindo, estava muito nervosa. Então, nós passamos a monitorá-la, diz o delegado Luiz Fernando Teixeira.

Enquanto a polícia investigava a morte de Robson e a história do carnê, uma reviravolta: o corpo do namorado de Thirza foi encontrado ao lado do prédio onde ele morava, também na zona oeste.
Pouco antes de morrer, Carlos Nogueira Agulha, de 20 anos, deixou várias cartas escritas à mão. Eram para a família, para a namorada e uma endereçada à polícia.
Nela, Carlos confessava ter atacado seis taxistas, apontava os locais dos crimes e pedia perdão.
Até agora, os policiais identificaram quatro vítimas. Na carta, o jovem tenta explicar seus crimes: "Tudo isso por causa de droga, diz ele. Assalto para roubar dinheiro, por droga, infelizmente feri alguém por droga".
Carlos Agulha morava em um prédio junto com o tio, que não quis gravar entrevista. Mas contou que o rapaz sempre foi muito tímido e reservado e que o conteúdo das cartas que ele deixou pegou toda a família de surpresa.
Carlos era órfão e tinha dois irmãos mais velhos. Completou o ensino médio e trabalhava como carregador.
Segundo a polícia, Carlos Nogueira agulha agia da mesma maneira, sempre na madrugada.
Ele parava um táxi na rua. Se sentava no banco de trás e pedia ao motorista para levá-lo a um endereço próximo. Atacava o taxista dentro do próprio carro, com uma faca ou um canivete.
E ia embora levando o dinheiro que conseguia encontrar.
Segundo as investigações, em pelo menos dois crimes, Carlos teve ajuda de um menor de idade. A polícia pediu à Justiça a apreensão dele.
Thirza Lima Pescarini foi indiciada por favorecimento pessoal, por ter negado reconhecer o namorado nas imagens da câmera de segurança, e por falsa comunicação de crime.
O Fantástico procurou a namorada de Carlos, mas ela não quis falar.
Dona Givanilda, que perdeu o marido, Edson, num dos ataques de Carlos em dezembro, agora cuida dos filhos sozinha.

“Você espera ‘cadê a pessoa?’ E nada. Ele era um pai. Um pai presente, de reunião, de escola, tudo era ele”, lamenta dona Givanilda. .



Edição do dia 28/04/2013
28/04/2013 22h11 - Atualizado em 28/04/2013 22h12


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Casagrande, comentarista da Globo, durante entrevista ao "Fantástico" deste domingo (Reprodução)




Durante entrevista ao programa "Fantástico" exibida neste domingo, o ex-jogador e comentarista da Rede Globo, Walter Casagrande, falou sobre a sua virada contra o vício das drogas, assunto que tratou em sua biografia "Casagrande e seus demônios", lançada nesta semana.
"Hoje, eu tô legal. Minha vida mudou muito. Consigo viver bem sozinho. Antes, eu não suportava o meu jeito, então saía muito, eu tava muito na rua, eu até usava droga para dar uma congelada no meu emocional, para eu me suportar e tal. Eu quero viver como eu vivo hoje. Só não quero continuar sendo escravo da droga", declarou o ex-jogador, que também mostrou gratidão à Globo.



"Meu suporte atrás foi o meu trabalho. Tive apoio dos lados da minha família, meus pais de um lado e meus filhos do outro, os amigos, mas as minhas costas tavam apoiadas na TV Globo."
Sobre o que sentia enquanto usuário, Casão disse que por ter sido atleta de ponta, treinando muito e com ótima resistência física, sempre achava que podia ir um além: "[usava] medicamentos junto com álcool, com cocaína, com droga injetável. Fazia essas misturas constantemente", recorda.
Durante a entrevista no "Fantástico", foram exibidos alguns dos depoimentos de Casagrande ao seu livro. "Tinha visões horríveis, tudo parecia muito real. Via demônios pelo apartamento inteiro, Eram maiores do que eu, com dois ou três metros de altura. Isso durou um mês, um mês e meio. Eu entrei em surto psicótico pelo uso exagerado de drogas e privação de sono", diz uma das partes da obra.
"Eram sensações, via vultos. Olhava pro sofá e via o sofá num formato que parecia que tinha alguém sentado ali", explicou Casão.
Outro trecho forte da biografia fala de uma das overdoses de Casão num dia que estava em casa e se preparava para jantar fora com um dos filhos e usou cocaína e heroína. "Eu ia usar e não poderia sair com ele, porque era droga injetável e sairia do banheiro completamente transtornado, dizendo que não iria jantar mais ou então porque iria colocar em risco a minha vida e a vida do cara", lembrou, mostrando o quão dramático era administrar o vício com família e vida social.
"Botei tudo de uma vez, rapidamente, pois o Leonardo estava em casa e podia aparecer a qualquer momento. Houve uma explosão no meu peito. Explodiu, mesmo: bummm, e saí cerca de um metro do solo, bati contra a parede e caí no chão", conta ele, no livro, sobre essa história. "Uma das piores situações que passei do meu envolvimento com a droga foi nesse dia", admite.
Ao Fantástico, Casagrande também relembrou o dia do acidente de carro que acabou sendo decisivo para a sua internação e recuperação contra as drogas. "Eu adormeci numa descida, meu pé caiu no acelerador, acelerou e eu capotei com o carro. Quando acordei, tava no [hospital Albert] Einstein, e quando acordei a segunda vez eu tava internado numa clínica. Foi a virada da história. Aquele sábado foi o limite e alguma coisa tinha que acontecer", diz.
"Eu não aceitava estar lá [na clínica de reabilitação para dependentes em drogas], não aceitava que eu era doente. Meu pensamento era típico de dependente químico, de que amanhã eu paro, de que eu paro quando eu quiser, que se eu não quisesse, eu não usava, o que é uma bobagem, uma mentira, justificativa porque você tá dominado pela droga", acrescentou ele, na entrevista, no qual também falou sobre como se despediu do ex-companheiro de Corinthians e seleção, Sócrates, pouco antes de sua morte em dezembro de 2011. “Tive a intuição e me veio a vontade de olhar nos olhos dele e falar: 'Magrão, eu te amo, cara, você foi um dos caras mais fantásticos que eu conheci'."
"Isso é uma coisa que não é simples de falar, não é simples de ouvir, que não é simples de lembrar, porque eu gostaria de lembrar disso que tô falando, saí daqui e ir tomar uma cerveja com o Magrão e dizer: 'Magrão, eu te amo ainda', e isso eu não posso mais”, lamentou, Casagrande, no ótimo depoimento dado neste domingo.
 
Por Rogerio Jovaneli | –


sábado, 9 de março de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

DF tem maior incidência de tráfico de drogas perto de escolas

DF tem maior incidência de tráfico de drogas perto de escolas

05 de Fevereiro de 2013 • 10h04

Pouco mais de um terço (35%) das escolas públicas brasileiras têm tráfico de drogas nas proximidades. Separados os Estados e o Distrito Federal (DF), a proporção sobe. No DF, mais da metade dos estabelecimentos (53,2%), a maior proporção do País, registram a ocorrência de venda e compra de drogas nas redondezas.
Nenhum Estado está livre. A menor ocorrência é no Piauí, com 15,3% das escolas. Os dados foram levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação.
A pesquisa se baseou nas respostas dos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgada em agosto do ano passado. A questão sobre o tráfico nas proximidades das escolas foi respondida por 54,5 mil diretores das escolas públicas. Deles, 18,9 mil apontaram a existência da atividade. A situação, de acordo com especialistas, é preocupante e está associada diretamente à violência e à precariedade que cercam muitos centros de ensino do País, além de contribuir para que os alunos deixem de estudar.
O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que não dá para isolar escola no contexto em que está inserida. "Ela faz parte de um todo maior, se há violência fora, haverá também nos centros de ensino. Basta observar que o Distrito Federal (53,2%) e São Paulo (47,1%), (regiões) com altos índices de violência, são (as áreas) com o maior percentual", afirmou.
Outro problema que advém da situação é a evasão escolar. Para a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, a evasão deve ser uma das grandes preocupações dos governos. "Muitos jovens acabam deixando os estudos pela proximidade com as drogas. Isso gera um problema ainda maior que não pode ser ignorado", diz. A porcentagem (de 35%) constatada pelo estudo, segundo ela, seria alta mesmo que fossem 10% ou menos. Para ela, a escola deve ser um local de cuidado e aprendizado.
Morador do Distrito Federal, o coordenador intermediário de Direitos Humanos e Diversidade na Regional de Ensino do Recanto das Emas (região administrativa do DF), o professor Celso Leitão Freitas, confirma os dados e diz que o tráfico próximo às escolas é mais comum do que se imagina. "As ocorrências são diárias. Pensamos que é um problema só do aluno, mas, quando se vai atrás, a família toda está envolvida com drogas e ele traz esse hábito de dentro de casa". Freitas é prova de que o tráfico está associado à violência, tanto entre pessoas quanto a que chamou de estrutural: a falta de serviços básicos. "Aqui presenciamos a falta de moradia, de educação, a falta de benefícios econômicos como um todo".
Os programas para combater o uso de drogas são vários, tanto governamentais quanto iniciativas privadas, e é consenso que, para mudar a realidade nas proximidades da escola, é preciso modificar a realidade da comunidade, por meio de assistência social e acesso a políticas públicas e a itens básicos como saúde, saneamento, alimentação, além de uma educação de qualidade. Para combater o tráfico e ajudar os alunos, ainda enquanto era professor, Freitas resolveu tomar uma iniciativa ele mesmo: criou o projeto Estudar em Paz, para resgatar o interesse pelos estudos. "A comunidade perdeu o encanto pela escola, precisamos resgatar isso. Ao mesmo tempo, as ruas estão cada vez mais 'encantadoras', cada vez mais estamos perdendo nossos alunos para o trafico", acrescenta.
O estudante Natanael Neves,  18 anos, fez parte do grupo Estudar em Paz. Dos tempos de escola, ele conta que não tinha a menor paciência, bastava "não ir com a cara" da pessoa para já começar a bater. E a violência estava lado a lado com o tráfico. Apesar de não ter feito o uso de drogas, ele viu colegas consumirem tanto nas ruas quando dentro da escola, em São Sebastião (região administrativa do DF).
"O local tinha policiamento, mas os guardas ficam com medo. O pessoal sabe e (usar drogas) já é algo quase normal". A agressividade foi algo que herdou de casa. Ele diz que queria chamar a atenção dos pais. A vida pessoal acabava chegando às salas de aula: "na escola, você só aperfeiçoa o que aprende em casa".
Hoje, Natanael se diz uma nova pesso: ele foi aprovado para o curso de gestão pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e pretende voltar ao ambiente escolar depois de formado para mudar a realidade. Ele diz que perdeu as contas dos amigos que deixaram as salas de aula por problemas com tráfico e violência.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um momento de Romantismo



É isso aí
Ana Carolina e Seu Jorge

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre

É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não vou parar...de te olhar
Eu não sei parar...de te olhar


sábado, 12 de janeiro de 2013

Chove chuva...


Olhando a chuva pela sacada
vejo  a água escorrendo pela rua.
Entro e ouço o seu barulho,
o meu coração dispara e lágrimas
escorrem pelo meu rosto.
Sinto falta de você ,
e não entendo a sua indiferença.
Estou triste, pensando em você.
(Neusinha Martins)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Brasis - Seu Jorge



Tem um Brasil que é próspero
outro não muda
Um Brasil que investe
outro que suga
um de sunga
outro de gravata
tem um que faz amor
e tem o outro que mata

Brasil do ouro, Brasil da prata
Brasil do Balacouchê, da mulata

Tem o Brasil que é lindo
outro que fede
o Brasil que dá
é igualzinho ao que pede

Pede paz, saúde, trabalho e dinheiro
Pede pelas crianças do país inteiro

Tem um Brasil que soca
outro que apanha
um Brasil que saca
outro que chuta
Perde e ganha, sobe e desce
Vai à luta, bate bola
porém não vai a escola
Brasil de cobre, Brasil de lata

(2x)
É negro, é branco, é nissei
é verde, é indio peladão
é mameluco, é cafuso, é confusão

(2x)
Oh Pindorama quero seu Porto Seguro
Suas palmeiras, suas pêras, seu café
suas riquezas, praias, cachoeiras
quero ver o seu povo de cabeça em pé...

Seu Jorge recita Negro Drama / Racionais

 Negro drama, Entre o sucesso e a lama, Dinheiro, problemas, Inveja, luxo, fama. Negro drama, Cabelo crespo, E a pele escura, A ferida, a chaga, A procura da cura. Negro drama, Tenta ver E não vê nada, A não ser uma estrela, Longe meio ofuscada. Sente o drama, O preço, a cobrança, No amor, no ódio, A insana vingança. Negro drama, Eu sei quem trama, E quem tá comigo, O trauma que eu carrego, Pra não ser mais um preto fodido. O drama da cadeia e favela, Túmulo, sangue, Sirene, choros e vela. Passageiro do Brasil, São Paulo, Agonia que sobrevivem, Em meia as zorras e covardias, Periferias, vielas e cortiços, Você deve tá pensando, O que você tem a ver com isso, Desde o início, Por ouro e prata, Olha quem morre, Então veja você quem mata, Recebe o mérito, a farda, Que pratica o mal, Me ver, Pobre, preso ou morto, Já é cultural. Histórias, registros, Escritos, Não é conto, Nem fábula, Lenda ou mito, Não foi sempre dito, Que preto não tem vez, Então olha o castelo e não, Foi você quem fez cuzão, Eu sou irmão, Dos meus trutas de batalha, Eu era a carne, Agora sou a própria navalha, Tim..tim.. Um brinde pra mim, Sou exemplo, de vitórias, Trajetos e glórias. O dinheiro tira um homem da miséria, Mas não pode arrancar, De dentro dele, A favela, São poucos, Que entram em campo pra vencer, A alma guarda, O que a mente tenta esquecer, Olho pra trás, Vejo a estrada que eu trilhei, Mó cota Quem teve lado a lado, E quem só fico na bota, Entre as frases, Fases e várias etapas, Do quem é quem, Dos mano e das mina fraca, Hum.. Negro drama de estilo, Pra ser, E se for, Tem que ser, Se temer é milho. Entre o gatilho e a tempestade, Sempre a provar, Que sou homem e não covarde. Que Deus me guarde, Pois eu sei, Que ele não é neutro, Vigia os rico, Mas ama os que vem do gueto, Eu visto preto, Por dentro e por fora, Guerreiro, Poeta entre o tempo e a memória. Hora, Nessa história, Vejo o dólar, E vários quilates, Falo pro mano, Que não morra, e também não mate, O tic tac, Não espera veja o ponteiro, Essa estrada é venenosa, E cheia de morteiro, Pesadelo, Hum, É um elogio, Pra quem vive na guerra, A paz nunca existiu, Num clima quente, A minha gente sua frio, Vi um pretinho, Seu caderno era um fuzil. Um fuzil, Negro drama. Crime, futebol, música, caraio, Eu também não consegui fugi disso aí. Eu so mais um. Forrest gump é mato, Eu prefiro conta uma história real, Vô conta a minha.... Daria um filme, Uma negra, E uma criança nos braços, Solitária na floresta, De concreto e aço, Veja, Olha outra vez, O rosto na multidão, A multidão é um monstro, Sem rosto e coração, Hey, São paulo, Terra de arranha-céu, A garoa rasga a carne, É a torre de babel, Famíla brasileira, Dois contra o mundo, Mãe solteira, De um promissor, Vagabundo, Luz, Câmera e ação, Gravando a cena vai, Um bastardo, Mais um filho pardo, Sem pai, Ei, Senhor de engenho, Eu sei, Bem quem você é, Sozinho, cê num guenta, Sozinho, Cê num entra a pé, Cê disse que era bom, E a favela ouviu, lá Também tem Whiski, red bull, Tênis nike e Fuzil, Admito, Seus carro é bonito, É, Eu não sei fazê, Internet, video-cassete, Os carro loco, Atrasado, Eu tô um pouco sim, Tô, Eu acho, Só que tem que, Seu jogo é sujo, E eu não me encaixo, Eu sô problema de montão, De carnaval a carnaval, Eu vim da selva, Sou leão, Sou demais pro seu quintal, Problema com escola, Eu tenho mil, Mil fita, Inacreditável, mas seu filho me imita, No meio de vocês, Ele é o mais esperto, Ginga e fala gíria, Gíria não, dialeto Esse não é mais seu, Hó, Subiu, Entrei pelo seu rádio, Tomei, Cê nem viu, Nóis é isso ou aquilo, O quê?, Cê não dizia, Seu filho quer ser preto, Rhá, Que irônia, Cola o pôster do 2Pac ai, Que tal, Que cê diz, Sente o negro drama, Vai, Tenta ser feliz, Ei bacana, Quem te fez tão bom assim, O que cê deu, O que cê faz, O que cê fez por mim? Eu recebi seu tic, Quer dizer kit, De esgoto a céu aberto, E parede madeirite, De vergonha eu não morri, To firmão, Eis me aqui, Voce não, Se não passa, Quando o mar vermelho abrir, Eu sou o mano Homem duro, Do gueto, brow, Obá, Aquele louco, Que não pode errar, Aquele que você odeia, Amar nesse instante, Pele parda, Ouço funk, E de onde vem, Os diamantes, Da lama, Valeu mãe, Negro drama, Drama, drama. Aê, na época dos barracos de pau lá na pedreira onde vocês tavam? O que vocês deram por mim ? O que vocês fizeram por mim ? Agora tá de olho no dinheiro que eu ganho Agora tá de olho no carro que eu dirijo Demorou, eu quero é mais Eu quero até sua alma Aí, o rap fez eu ser o que sou Ice Blue, Edy Rock e Klj, e toda a família E toda geração que faz o rap A geração que revolucionou A geração que vai revolucionar Anos 90, século 21 É desse jeito Aê, você sai do gueto, mas o gueto nunca sai de você, morou irmão? Você tá dirigindo um carro O mundo todo tá de olho em você, morou? Sabe por quê? Pela sua origem, morou irmão? É desse jeito que você vive É o negro drama Eu não li, eu não assisti Eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama Eu sou o fruto do negro drama Aí dona Ana, sem palavras, a senhora é uma rainha, rainha Mas aê, se tiver que voltar pra favela Eu vou voltar de cabeça erguida Porque assim é que é Renascendo das cinzas Firme e forte, guerreiro de fé Vagabundo nato!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PM orienta estudantes sobre consequências do uso de drogas

Luan Santos
Alunos da Escola Municipal Hercilia Moreira se formam pelo Proerd "Meu filho mudou completamente. Aprendeu a respeitar as pessoas e ficou mais responsável. Ele não aprendeu a fazer conta ou escrever  textos, mas as lições foram tão importante quanto". Este é o relato emocionado da cuidadora de idosos Nildete dos Santos sobre a participação de seu filho, Pedro Vitor dos Santos, 16 anos, no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência  (Proerd), ministrado pela Polícia Militar (PM). Com o objetivo de alertar estudantes de escolas públicas e privadas sobre as consequências do uso de entorpecentes, o Proerd é  desenvolvido atualmente em 73 municípios do Estado. Aluno do quinto ano do ensino fundamental, Pedro Vitor está defasado em relação à série, mas diz que a participação no Proerd mudou sua  maneira de ver o mundo. "Não só em relação às drogas. Aprendi a respeitar meu próximo e que devo me dedicar aos estudos para mudar  minha realidade", afirma. O Proerd é voltado para alunos da educação infantil e do quinto ao sétimo ano do ensino fundamental. Na Bahia, até o final do atual ano letivo, o programa deve formar cerca de 40 mil alunos. O curso, que é ministrado por um policial militar capacitado, tem duração de três a quatro meses. Neste período, são realizadas atividades lúdicas que visam informar os estudantes sobre o uso de drogas e suas consequências sociais e para a saúde. As aulas do Proerd acontecem uma vez por semana, com duração de uma hora, nas próprias unidades de ensino. O curso dura, em média, dez semanas. Coordenador de Estudos e Atenção às Drogas da Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev), vinculada à Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP), o capitão Elsimar Leão comenta que o ensino do curso é baseado em lições de respeito e cidadania e focado nas principais drogas. "Procuramos despertar a reflexão nos alunos. Não pregamos o discurso de que 'se ele usar drogas vai morrer'. Os incentivamos para que reflitam e, a partir dos conhecimentos que adquiriram, decidam não usar drogas", diz. Conforme Leão, mais policiais estão sendo treinados para ministrarem os cursos e a meta do próximo ano é atingir a faixa dos 40 mil estudantes formados.   Aprendizado - Pesquisa realizada pela PM da Bahia, revelou que 70% das crianças que participaram do Proerd quando tinham 10 anos de idade, aos 16, ao serem entrevistados, não haviam feito uso de nenhuma substância psicoativa. Para Leão, este número é  um incentivo para a continuidade e expansão do trabalho realizado pelo programa. "A longo e médio prazos, nossa expectativa é diminuir ainda mais os índices de consumo e tráfico de drogas, fortalecendo a parceria entre escola, crianças, família e polícia", ressalta. A diretora da Escola Municipal Hercília Moreira, Cátia Barreto, acredita que a parceria entre educação e segurança é positiva para os alunos. "Os pais, muitas vezes, não têm tempo para acompanhar seus filhos, saber com quem andam e o que estão fazendo, durante o dia. A escola pode ocupar este espaço, auxiliando os pais", defende. Para ela, o principal ponto positivo do Proerd é o diálogo proporcionado entre alunos, escola, pais e polícia. "O estudante aprende que o policial não é um repressor, como é divulgado normalmente. O diálogo gera respeito mútuo", ressalta. Agência: A Tarde

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CUIDADO COM AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES !!! SE TIVER CORAGEM LEIA ATÉ O FIM.

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pe di para a enfermeira Dane minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais. Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente. Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho da Rua XV. À noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira". Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os "otários" não percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré- menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S.Paulo, que alugaram um "ap" no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30h da manhã fomos ao "ap" dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia. Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra. O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família. Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim. OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS. Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Estudante de Direito é preso por tráfico de drogas em Blumenau Rapaz de 27 anos foi detido com quatro pedras médias de crack. De acordo com a Polícia Civil, o traficante tentou subornar os policiais. Do G1 SC 1 comentário Estudante foi preso com R$ 340 e quatro pedras de crack (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Estudante foi preso com R$ 340 e quatro pedras de crack (Foto: Polícia Civil/Divulgação) Um estudante de Direito da Universidade Regional de Blumenau (Furb) foi preso por tráfico de drogas, na noite de segunda-feira (19). De acordo com a Polícia Civil, o rapaz de 27 anos estava com quatro pedras médias de crack - que dá para fazer cerca de 25 pequenas - e R$ 340 em dinheiro. Segundo a polícia, diversas denúncias apontavam que o homem, conhecido como Pri, fazia disk-entrega da droga. O traficante foi encaminhado para a Central de Polícia de Blumenau. De acordo com a polícia, ele assumiu o crime e tentou subornar os policiais com R$ 2 mil. Na manhã desta terça-feira (20), o suspeito deve ser encaminhado para o Presídio Regional de Blumenau.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Drogas são um desafio de política pública

A terapia ocupacional na abordagem de álcool e outras drogas supõe um vasto conhecimento teórico e prático da equipe que cuida da terapia ocupacional com vistas à recuperação dos dependentes, tendo presente a necessidade de um processo continuo. E tudo feito através da liberdade, expressividade e conscientização. Seguindo o projeto terapêutico, ajudamos a promover nos pacientes a expressão e a reflexão, pela aproximação do fazer através da identificação das necessidades, dificuldades e superação dos conflitos. O paciente deixará transparecer seu momento, seus sentimentos mais interiorizados, sem permitir a interferência do consciente. Para isso é necessário que o terapeuta seja um instrumento facilitador desse processo, ativando a relação dos conflitos para que eles possam ser tratados e superados. É necessária também grande atenção e acolhimento ao lidar com os pacientes, estimulando-os para que se amem, se respeitem e se valorizem. Afinal, só podemos dar aquilo que temos. Como vamos valorizar algo, se não valorizamos a nós mesmos? O uso de drogas se dá em decorrência de um processo da falta de habilidade para lidar com seus sentimentos e comportamentos. Se o paciente parar de usar drogas, mas continuar com comportamentos inadequados, em algum momento ele irá refletir. E se ele não souber lidar com as questões, e continuar a sentir angústia, poderá buscar alguma substância para sentir alívio. Desde criança, aprendemos que ao menor sintoma de dor (de cabeça, dentes, etc) nos é dada uma substância (remédio). Convivemos com a cultura da medicalização. Se você está triste, toma um remédio. Se está com dificuldade de emagrecer, toma outro remédio. As pessoas não querem elaborar suas dificuldades, nem tentam. Apelam para a pílula salvadora. É claro que existem casos em que é necessária a intervenção medicamentosa, mas não para tudo. A medicação vai ajudar em alguns casos, mas não fará uma reflexão de suas angústias por você. Por isso, se faz necessária a mudança de comportamento e a elaboração de conflitos. Buscando o autoconhecimento através das atividades, o que estava velado se revela. E, em conjunto com uma equipe multidisciplinar, trabalhamos para que os pacientes superem suas dificuldades, percebam outras formas de lidar com seus conflitos, com novos padrões de comportamento e outros pensamentos. Ou seja, um novo estilo de vida. Oferecemos aos pacientes um ambiente acolhedor e a possibilidade de serem ouvidos. As atividades de estímulo cognitivo no primeiro momento são de suma importância no tratamento. Através delas, os pacientes obtêm melhora na atenção, concentração e memória — campos afetados pelo uso abusivo de drogas. O próprio paciente percebe sua capacidade de construir e socializar. Nas oficinas terapêuticas ocupacionais, quando constrói algo concreto, ele se constrói também, estimulando e motivando as relações para si e para o grupo. As atividades podem ser em grupo (dirigidas ou livres) ou individuais. Os exercícios nos possibilitam trabalhar questões isoladas, aspecto emocional, psicossocial, questões específicas e pessoais do paciente, que tende a perder o papel ocupacional, as habilidades funcionais, o interesse por atividades que até então estavam presente em seu cotidiano. Além disso, é comum a mudança de comportamento, alterações em todas ou quase todas as atividades que fazem parte de sua rotina de vida. Assim, o terapeuta ocupacional possibilita a promoção e o desenvolvimento de habilidades, resgate de atividades deixadas de lado, e a reafirmação de papéis ocupacionais, proporcionando um despertar no indivíduo a uma vida saudável, melhorando com isso sua autoestima e consequentemente valorizando esse despertar, para uma nova possibilidade de vida. A importância do tratamento com a família, muitas vezes adoentada, o não saber lidar com os problemas, situações que envolvem o paciente, levam-no a sentimentos de angústia, medo, frustrações, depressão. Faz-se necessário, então, o acolhimento da equipe, para juntos trabalhar para enfrentar a situação. A família deve procurar ajuda, mesmo que o paciente não deseje ser tratado. Assim, a família torna-se a ponte entre o paciente e a equipe de tratamento. Hoje temos os Centros de Atenção Psicossociais para Álcool e Drogas (CAPS-AD), onde existe o olhar de toda a equipe multidisciplinar, para oferecer ao paciente a melhor proposta de tratamento, e, quando este está envolvido, dar acesso a suas questões. A internação compulsória, diante da minha experiência como terapeuta ocupacional, não é indicada. Isso porque quebramos toda possibilidade de o paciente fazer parte deste processo. Com a internação, ele entende essa ação como algo punitivo, afastando toda possibilidade de se perceber e aderir ao tratamento, afastando a corresponsabilidade deste no projeto de tratamento. O que a sociedade quer? Tratar pessoas ou resolver o problema visual das ruas, a chamada higienização? Temos que trabalhar com intersetorialidade, tirar pessoas das ruas não é a questão. A real necessidade consiste na implementação de política pública intersetorial de qualidade para a população. *Adriana Araújo Lisboa é terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial de Itaguaí, na Baixada Fluminense. Dúvidas sobre dependência química podem ser enviadas para esta seção pelo e-mail drogaseduvidas@jb.com.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Campanha Nacional "Acorda Juventude"

Sou o pai e autorizo a divulgação: A CAMPANHA NACIONAL “ACORDA JUVENTUDE”, DE TODOS NÓS DO FACEBOOK, FOI CHAMADA PARA A TV EM FORTALEZA E AGORA JORNAIS INCLUSIVE DE OUTROS ESTADOS O primeiro pôster, já com 12.741 compartilhamentos A campanha “ACORDA JUVENTUDE”, contra as drogas, nascida a partir da imagem do meu filho que expus no Facebook. Ele foi assassinado não sei como e porque e enterrado seu corpo (que é meu) não sei onde no Estado irmão, o Maranhão. O campanha tomou proporções gigantescas. Gente de todo País está me enviando mensagens de condolências em aberto e “in box”, com textos de apoio incríveis, que tem me deixado muito emocionado e entusiasmado de que consigamos alertar mais e mais jovens sobre o fim trágico que as drogas oferecem. Conteúdos maravilhosos, santificados, de força e apoio real vão chegando a cada instante. A imagem em si já atingiu o crescente número de 12.644 compartilhamentos. Lembrando que, cada compartilhamento são multiplicados centenas e centenas de vezes a imagem. Sei que por elas são pais mostrando aos filhos com e sem o meu mesmo problema. Muitos casos tristes, meu Deus, estou recebendo, que choro só de pensar a dor dos co-dependentes. Minha caixa de amigos no Face, deve lotar a qualquer momento. E ontem, recebi um convite de uma emissora de televisão do Ceará, e agora de mais dois jornais para falar da campanha. Quero com a minha dor, com o caso Tiago e apoio dos amigos antigos e novos do Facebook, ganhe voz robusta para todos nós SALVARMOS VIDAS. Quanto mais pessoas fizerem suas campanhas pessoais, melhor! É isso que eu quero. Só isso!... Ah! O título e a logomarca desta campanha foram criados por pessoas de outros estados, apoiadores do Face... Fiquem ligados no meu Face e “vamo q vamo”, com o a campanha nacional “Acorda Juventude”, sem com Ele, Jesus, não dá!!! NOTA: HÁ DOIS FACEBOOK VENÍCIO GUIMARÃES - TEM UM ESGOTADA A SOLICITAÇÃO DE AMIZADE E O OUTRO ESTA LIVRE, QUE ACEITA

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ex-presidiário larga as drogas e faz sucesso na internet com 'TV GLS' Elias do Carmo criou a TV após ficar preso mais de dois anos por tráfico. Vídeos publicados na internet já tiveram mais de 50 mil acessos.

06/11/2012 09h04 - Atualizado em 06/11/2012 09h04 Anna Gabriela Ribeiro Do G1 Santos Elias do Carmo produz o conteúdo da TV no barraco onde mora (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)) O talento para a comunicação acompanha Elias do Carmo, de 37 anos, desde a infância. Ele começou a brincadeira com uma caixa de isopor, que fingia ser uma câmera, e um microfone para entrevistar a comunidade. Mais de 20 anos depois, Elias criou a TV GLS e já acumula mais de 50 mil visualizações no Youtube. Ele aproveita a nova ocupação para superar diversas dificuldades, como as drogas e a constatação de que é soropositivo. Natural de Pernambuco, Elias do Carmo vive em Santos, no litoral de São Paulo, desde que era bebê. Como os pais eram pobres, eles moravam na rua. Com isso, Elias e os irmãos foram recolhidos e levados para um orfanato. Aos finais de semana, ele visitava os pais na favela Caldeirão do Diabo, atualmente conhecida como Vila Santa Casa. Foi nesta comunidade, onde vive até hoje, que Elias começou a brincar de repórter. Ele improvisou uma caixa de isopor para usar como câmera e, com este aparato, questionava aos moradores quais eram os problemas da comunidade. “A TV GLS começou com um sonho. Sempre fui um artista popular na minha comunidade. Meu dom artístico sempre foi satirizar o cotidiano”, afirma Elias. Repóret mostra a comunidade onde cresceu Pouco tempo depois, Elias passou a trabalhar na rádio Tam Tam, em Santos. Nesta época, resolveu comprar um celular com câmera, para que as reportagens ficassem mais sérias. Os vídeos eram jogados no Youtube e, algumas semanas depois, passaram a ser acessados frequentemente. Em 2010, ele resolveu criar, oficialmente, a TV GLS. “Eu resolvi investir em algo para esse público, que sofre muito preconceito. De início achei que não ia dar certo, por causa da sigla da TV. Coloquei esse nome porque eu sou gay. Achei que ia ser criticado, que iria ser agredido, apanhar. Mas, por incrível que pareça, hoje meu público alvo não é gay. Muitos héteros e crianças me acompanham. Recebo ligações do Brasil todo para cobrir eventos”, diz Elias. Ele explica que a TV GLS cobre qualquer tipo de evento, de cunho social, cultural ou de entretenimento. Atualmente, Elias trabalha com uma câmera 3D, e acumula a função de cinegrafista e repórter. Para Elias, o trabalho com a TV GLS é uma reviravolta em sua vida. “Eu fico impressionado com a proporção que as coisas tomaram. Eu só estudei até a 7ª série, fui faxineiro durante toda a minha vida”, afirma. Elias, que é portador do vírus da aids, vive com a verba de um auxílio doença. Ele conta que já foi dependente químico e traficante. “Cumpri mais de dois anos de pena e posso afirmar que a cadeia foi essencial para eu me redimir, refletir sobre a vida a abandonar o vício e o crime. Por isso sempre falo que a TV GLS é a reviravolta em minha vida, é a minha terapia, que me mantém ocupado e me dá prazer”, relata. Elias comenta que as pessoas o abordam para parabenizá-lo pela atitude. “Eu não sei distinguir direito como é esse fenômeno, porque eu não passei da 7ª série. Sou ex-usuário de drogas, depois me tornei um traficante, fui condenado, sai da cadeia e criei a TV GLS. Ela é minha salvação, tem me dado um avanço muito importante para o meu tratamento”, diz Elias. Atualmente, o maior sonho do repórter é registrar o projeto, com um número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). FONTE: globo.com/G1

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Editora Rígel - CRACK - Como Prevenir e combater?

Editora Rígel24 de julho de 2012 14:28 LIVRO LIVRO LIVRO LIVRO LIVRO POR FAVOR NOS AJUDE A DIVULGAR !! *** CRACK - Como Prevenir e Combater? *** Face o alastramento do consumo das drogas lícitas e ilícitas, e o agravamento do conjunto das consequências inerentes, a exemplo de miserabilização e violência, várias entidades civis e governamentais vem apresentando e desenvolvendo programas especiais. Entre o conjunto de drogas a disposição e uso, a pedra de crack tem merecido destaque, haja vista a natureza e amplitude dos danos que causa em todas as pessoas e seu entorno. É no sentido de esclarecer não só o usuário de drogas e na busca de meios de como prevenir e combater que este livro foi lançado ! contato (51)3226-8668 rigel@editorarigel.com.br Livro: Crack e o Labirinto das Drogas Autora : Alexandra de Souza

Divulgação do livro CRACK E O LABIRINTO DAS DROGAS


Há alguns meses uma editora pediu-me para ajuadar na divulgação deste livro da autora, como estava passando por sérios problemas de saúde, não tive como ajudar, mas como diz o ditado "Antes tarde do
que nunca". É um trabalho sério com depoimentos de usuários, assistam o vídeo e comprem o livro. Ninguém está livre de viver este problema.
(Neusinha Martins)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Irã ignora pedido da AI e enforca 10 por tráfico de drogas

Irã ignora pedido da AI e enforca 10 por tráfico de drogas 22 de outubro de 2012 • 12h55 • atualizado às 14h12 O Irã enforcou nesta segunda-feira 10 pessoas condenadas por tráfico de drogas, afirmou a agência de notícias semioficial Mehr, menos de uma semana após a Anistia Internacional ter pedido à República Islâmica que acabasse com as execuções. As execuções são eventos comuns em Teerã, e as mais recentes ocorreram em uma prisão na capital. O Judiciário disse que os enforcados eram membros de duas quadrilhas de tráfico de drogas, segundo a Mehr. O Irã descarta invariavelmente críticas de grupos de direitos humanos ocidentais pelas altas taxas de execuções no país, dizendo que está implementando a lei islâmica e respondendo a um grande problema com drogas. Na semana passada, a Anistia Internacional pediu às autoridades iranianas para comutarem todas as penas de morte e removerem a execução como possibilidade de castigo. A entidade de direitos humanos com sede em Londres disse em comunicado que acredita que 344 pessoas foram executadas no Irã desde março. O Irã é uma rota de trânsito de drogas contrabandeadas do vizinho Afeganistão, que produz mais de 90% do ópio do mundo. Segundo a imprensa do país, mais de 3.500 soldados iranianos foram mortos em confrontos com traficantes de drogas desde a revolução islâmica de 1979. Entre os executados na segunda-feira estão Saeed Sedighi, quem a Anistia afirmou "aparentemente não ter tido oportunidade de recorrer de sua sentença". Assassinato, adultério, estupro, assalto à mão armada, tráfico de drogas e apostasia - a renúncia ao islã - são todos crimes puníveis com a morte sob o código judicial islâmico que o Irã adotou após a revolução

domingo, 14 de outubro de 2012

Brad Pitt é a favor da legalização das drogas

O ator acaba de produzir um documentário sobre a guerra contra as drogas iniciada no governo de Richard Nixon Brad Pitt criticou os planos de combate às drogas traçados pelo governo americano ao longo dos anos, dizendo se tratar de um "incrível fracasso", de acordo com o jornal The Huffington Post. Pitt, que é o produtor executivo do novo documentário The House I Live In e se foca nos planos do Presidente Richard Nixon de 1972 de combater o abuso dos drogas, confessou: "Já faz algum tempo que parei de usar drogas, mas é verdade que eu poderia ir a qualquer cidade, em qualquer estado e conseguiria comprar o que quer que quisesse. Poderia encontrar o que quer que estivesse procurando. E ainda assim ainda apoiamos esta bobagem chamada Guerra contra a Droga." Pitt falou abertamente sobre o tempo em que costumava fumar muito droga, por isso acha que tem um certo conhecimento do assunto e da batalha dos governos sobre o uso de entorpecentes. "Já gastamos um trilhão de dólares. Isso já dura 40 anos e muitas pessoas perderam suas vidas por causa disso, mas ainda assim continuamos a falar dessa política como se fosse um sucesso." O ator e produtor é noivo de Angelina Jolie, que também tem um histórico de uso de drogas, falou francamente sobre seu apoio a legalização das drogas. "A única forma de acabar com as drogas é eliminar o lucro que geram... temos que pensar no "e se tudo fosse legal e as pessoas pudessem fazer suas próprias escolhas." O documentário foi exibido pela primeira vez em Los Angeles, na última sexta-feira (12).
LOS ANGELES - Brad Pitt deu seu apoio a um documentário que critica a guerra de 40 anos dos Estados Unidos contra as drogas --classificada pela produção como um fracasso--, dizendo que as leis que prendem um grande número de usuários de drogas não passam de uma "farsa", com uma necessidade urgente de serem repensadas. "Sei que as pessoas estão sofrendo por causa disso. Sei que tenho vivido uma vida muito privilegiada em comparação aos outros e não consigo apoiar isso", disse Pitt a repórteres, na sexta-feira, chamando a política do governo contra as drogas de "farsa". "É uma estratégia muito ruim. Ela não faz sentido. Ela se perpetua. Você cria um mito, tem lucros, e isso faz com que mais pessoas queiram entrar nessa", completou. "Para mim, não há dúvidas. Precisamos repensar essa política imediatamente", acrescentou. Fonte: Revista Exame - Abril

domingo, 23 de setembro de 2012

Ex diz que apresentou drogas pesadas para Amy

Blake Fielder-Civil se isentou da culpa pela morte de Winehouse Blake Fielder-Civil, ex-marido de Amy Winehouse, admitiu que foi o responsável por apresentar drogas pesadas para a cantora, mas se isentou da culpa pela morte dela: "eu não sei se isso absolve minha culpa ou responsabilidade, mas eu não matei minha ex-mulher", disse. "Era eu que levava drogas para o relacionamento", confessou em entrevista ao jornal “The Sun”. "Parece desrespeitoso com a Amy dizer que ela era tão influenciável, que ela teria usado drogas por decisão de outra pessoa. Na verdade, ela era muito forte e independente", insistiu Blake. Em julho de 2011, ano da morte de Amy Winehouse, ele estava preso e não pôde acompanhar o enterro da ex-mulher. "Eu pensei que mundo tivesse acabado", disse. Ele foi para a cadeia após roubar uma joalheria em Leeds, na Inglaterra. Divulgação/Site Oficial Amy sempre teve um relacionamento conturbado com Blake Fielder-Civil Divulgação/Site Oficial Da Redação entretenimento@band.com.br