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sábado, 9 de março de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

DF tem maior incidência de tráfico de drogas perto de escolas

DF tem maior incidência de tráfico de drogas perto de escolas

05 de Fevereiro de 2013 • 10h04

Pouco mais de um terço (35%) das escolas públicas brasileiras têm tráfico de drogas nas proximidades. Separados os Estados e o Distrito Federal (DF), a proporção sobe. No DF, mais da metade dos estabelecimentos (53,2%), a maior proporção do País, registram a ocorrência de venda e compra de drogas nas redondezas.
Nenhum Estado está livre. A menor ocorrência é no Piauí, com 15,3% das escolas. Os dados foram levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação.
A pesquisa se baseou nas respostas dos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgada em agosto do ano passado. A questão sobre o tráfico nas proximidades das escolas foi respondida por 54,5 mil diretores das escolas públicas. Deles, 18,9 mil apontaram a existência da atividade. A situação, de acordo com especialistas, é preocupante e está associada diretamente à violência e à precariedade que cercam muitos centros de ensino do País, além de contribuir para que os alunos deixem de estudar.
O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que não dá para isolar escola no contexto em que está inserida. "Ela faz parte de um todo maior, se há violência fora, haverá também nos centros de ensino. Basta observar que o Distrito Federal (53,2%) e São Paulo (47,1%), (regiões) com altos índices de violência, são (as áreas) com o maior percentual", afirmou.
Outro problema que advém da situação é a evasão escolar. Para a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, a evasão deve ser uma das grandes preocupações dos governos. "Muitos jovens acabam deixando os estudos pela proximidade com as drogas. Isso gera um problema ainda maior que não pode ser ignorado", diz. A porcentagem (de 35%) constatada pelo estudo, segundo ela, seria alta mesmo que fossem 10% ou menos. Para ela, a escola deve ser um local de cuidado e aprendizado.
Morador do Distrito Federal, o coordenador intermediário de Direitos Humanos e Diversidade na Regional de Ensino do Recanto das Emas (região administrativa do DF), o professor Celso Leitão Freitas, confirma os dados e diz que o tráfico próximo às escolas é mais comum do que se imagina. "As ocorrências são diárias. Pensamos que é um problema só do aluno, mas, quando se vai atrás, a família toda está envolvida com drogas e ele traz esse hábito de dentro de casa". Freitas é prova de que o tráfico está associado à violência, tanto entre pessoas quanto a que chamou de estrutural: a falta de serviços básicos. "Aqui presenciamos a falta de moradia, de educação, a falta de benefícios econômicos como um todo".
Os programas para combater o uso de drogas são vários, tanto governamentais quanto iniciativas privadas, e é consenso que, para mudar a realidade nas proximidades da escola, é preciso modificar a realidade da comunidade, por meio de assistência social e acesso a políticas públicas e a itens básicos como saúde, saneamento, alimentação, além de uma educação de qualidade. Para combater o tráfico e ajudar os alunos, ainda enquanto era professor, Freitas resolveu tomar uma iniciativa ele mesmo: criou o projeto Estudar em Paz, para resgatar o interesse pelos estudos. "A comunidade perdeu o encanto pela escola, precisamos resgatar isso. Ao mesmo tempo, as ruas estão cada vez mais 'encantadoras', cada vez mais estamos perdendo nossos alunos para o trafico", acrescenta.
O estudante Natanael Neves,  18 anos, fez parte do grupo Estudar em Paz. Dos tempos de escola, ele conta que não tinha a menor paciência, bastava "não ir com a cara" da pessoa para já começar a bater. E a violência estava lado a lado com o tráfico. Apesar de não ter feito o uso de drogas, ele viu colegas consumirem tanto nas ruas quando dentro da escola, em São Sebastião (região administrativa do DF).
"O local tinha policiamento, mas os guardas ficam com medo. O pessoal sabe e (usar drogas) já é algo quase normal". A agressividade foi algo que herdou de casa. Ele diz que queria chamar a atenção dos pais. A vida pessoal acabava chegando às salas de aula: "na escola, você só aperfeiçoa o que aprende em casa".
Hoje, Natanael se diz uma nova pesso: ele foi aprovado para o curso de gestão pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e pretende voltar ao ambiente escolar depois de formado para mudar a realidade. Ele diz que perdeu as contas dos amigos que deixaram as salas de aula por problemas com tráfico e violência.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um momento de Romantismo



É isso aí
Ana Carolina e Seu Jorge

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre

É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não vou parar...de te olhar
Eu não sei parar...de te olhar


sábado, 12 de janeiro de 2013

Chove chuva...


Olhando a chuva pela sacada
vejo  a água escorrendo pela rua.
Entro e ouço o seu barulho,
o meu coração dispara e lágrimas
escorrem pelo meu rosto.
Sinto falta de você ,
e não entendo a sua indiferença.
Estou triste, pensando em você.
(Neusinha Martins)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Brasis - Seu Jorge



Tem um Brasil que é próspero
outro não muda
Um Brasil que investe
outro que suga
um de sunga
outro de gravata
tem um que faz amor
e tem o outro que mata

Brasil do ouro, Brasil da prata
Brasil do Balacouchê, da mulata

Tem o Brasil que é lindo
outro que fede
o Brasil que dá
é igualzinho ao que pede

Pede paz, saúde, trabalho e dinheiro
Pede pelas crianças do país inteiro

Tem um Brasil que soca
outro que apanha
um Brasil que saca
outro que chuta
Perde e ganha, sobe e desce
Vai à luta, bate bola
porém não vai a escola
Brasil de cobre, Brasil de lata

(2x)
É negro, é branco, é nissei
é verde, é indio peladão
é mameluco, é cafuso, é confusão

(2x)
Oh Pindorama quero seu Porto Seguro
Suas palmeiras, suas pêras, seu café
suas riquezas, praias, cachoeiras
quero ver o seu povo de cabeça em pé...

Seu Jorge recita Negro Drama / Racionais

 Negro drama, Entre o sucesso e a lama, Dinheiro, problemas, Inveja, luxo, fama. Negro drama, Cabelo crespo, E a pele escura, A ferida, a chaga, A procura da cura. Negro drama, Tenta ver E não vê nada, A não ser uma estrela, Longe meio ofuscada. Sente o drama, O preço, a cobrança, No amor, no ódio, A insana vingança. Negro drama, Eu sei quem trama, E quem tá comigo, O trauma que eu carrego, Pra não ser mais um preto fodido. O drama da cadeia e favela, Túmulo, sangue, Sirene, choros e vela. Passageiro do Brasil, São Paulo, Agonia que sobrevivem, Em meia as zorras e covardias, Periferias, vielas e cortiços, Você deve tá pensando, O que você tem a ver com isso, Desde o início, Por ouro e prata, Olha quem morre, Então veja você quem mata, Recebe o mérito, a farda, Que pratica o mal, Me ver, Pobre, preso ou morto, Já é cultural. Histórias, registros, Escritos, Não é conto, Nem fábula, Lenda ou mito, Não foi sempre dito, Que preto não tem vez, Então olha o castelo e não, Foi você quem fez cuzão, Eu sou irmão, Dos meus trutas de batalha, Eu era a carne, Agora sou a própria navalha, Tim..tim.. Um brinde pra mim, Sou exemplo, de vitórias, Trajetos e glórias. O dinheiro tira um homem da miséria, Mas não pode arrancar, De dentro dele, A favela, São poucos, Que entram em campo pra vencer, A alma guarda, O que a mente tenta esquecer, Olho pra trás, Vejo a estrada que eu trilhei, Mó cota Quem teve lado a lado, E quem só fico na bota, Entre as frases, Fases e várias etapas, Do quem é quem, Dos mano e das mina fraca, Hum.. Negro drama de estilo, Pra ser, E se for, Tem que ser, Se temer é milho. Entre o gatilho e a tempestade, Sempre a provar, Que sou homem e não covarde. Que Deus me guarde, Pois eu sei, Que ele não é neutro, Vigia os rico, Mas ama os que vem do gueto, Eu visto preto, Por dentro e por fora, Guerreiro, Poeta entre o tempo e a memória. Hora, Nessa história, Vejo o dólar, E vários quilates, Falo pro mano, Que não morra, e também não mate, O tic tac, Não espera veja o ponteiro, Essa estrada é venenosa, E cheia de morteiro, Pesadelo, Hum, É um elogio, Pra quem vive na guerra, A paz nunca existiu, Num clima quente, A minha gente sua frio, Vi um pretinho, Seu caderno era um fuzil. Um fuzil, Negro drama. Crime, futebol, música, caraio, Eu também não consegui fugi disso aí. Eu so mais um. Forrest gump é mato, Eu prefiro conta uma história real, Vô conta a minha.... Daria um filme, Uma negra, E uma criança nos braços, Solitária na floresta, De concreto e aço, Veja, Olha outra vez, O rosto na multidão, A multidão é um monstro, Sem rosto e coração, Hey, São paulo, Terra de arranha-céu, A garoa rasga a carne, É a torre de babel, Famíla brasileira, Dois contra o mundo, Mãe solteira, De um promissor, Vagabundo, Luz, Câmera e ação, Gravando a cena vai, Um bastardo, Mais um filho pardo, Sem pai, Ei, Senhor de engenho, Eu sei, Bem quem você é, Sozinho, cê num guenta, Sozinho, Cê num entra a pé, Cê disse que era bom, E a favela ouviu, lá Também tem Whiski, red bull, Tênis nike e Fuzil, Admito, Seus carro é bonito, É, Eu não sei fazê, Internet, video-cassete, Os carro loco, Atrasado, Eu tô um pouco sim, Tô, Eu acho, Só que tem que, Seu jogo é sujo, E eu não me encaixo, Eu sô problema de montão, De carnaval a carnaval, Eu vim da selva, Sou leão, Sou demais pro seu quintal, Problema com escola, Eu tenho mil, Mil fita, Inacreditável, mas seu filho me imita, No meio de vocês, Ele é o mais esperto, Ginga e fala gíria, Gíria não, dialeto Esse não é mais seu, Hó, Subiu, Entrei pelo seu rádio, Tomei, Cê nem viu, Nóis é isso ou aquilo, O quê?, Cê não dizia, Seu filho quer ser preto, Rhá, Que irônia, Cola o pôster do 2Pac ai, Que tal, Que cê diz, Sente o negro drama, Vai, Tenta ser feliz, Ei bacana, Quem te fez tão bom assim, O que cê deu, O que cê faz, O que cê fez por mim? Eu recebi seu tic, Quer dizer kit, De esgoto a céu aberto, E parede madeirite, De vergonha eu não morri, To firmão, Eis me aqui, Voce não, Se não passa, Quando o mar vermelho abrir, Eu sou o mano Homem duro, Do gueto, brow, Obá, Aquele louco, Que não pode errar, Aquele que você odeia, Amar nesse instante, Pele parda, Ouço funk, E de onde vem, Os diamantes, Da lama, Valeu mãe, Negro drama, Drama, drama. Aê, na época dos barracos de pau lá na pedreira onde vocês tavam? O que vocês deram por mim ? O que vocês fizeram por mim ? Agora tá de olho no dinheiro que eu ganho Agora tá de olho no carro que eu dirijo Demorou, eu quero é mais Eu quero até sua alma Aí, o rap fez eu ser o que sou Ice Blue, Edy Rock e Klj, e toda a família E toda geração que faz o rap A geração que revolucionou A geração que vai revolucionar Anos 90, século 21 É desse jeito Aê, você sai do gueto, mas o gueto nunca sai de você, morou irmão? Você tá dirigindo um carro O mundo todo tá de olho em você, morou? Sabe por quê? Pela sua origem, morou irmão? É desse jeito que você vive É o negro drama Eu não li, eu não assisti Eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama Eu sou o fruto do negro drama Aí dona Ana, sem palavras, a senhora é uma rainha, rainha Mas aê, se tiver que voltar pra favela Eu vou voltar de cabeça erguida Porque assim é que é Renascendo das cinzas Firme e forte, guerreiro de fé Vagabundo nato!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PM orienta estudantes sobre consequências do uso de drogas

Luan Santos
Alunos da Escola Municipal Hercilia Moreira se formam pelo Proerd "Meu filho mudou completamente. Aprendeu a respeitar as pessoas e ficou mais responsável. Ele não aprendeu a fazer conta ou escrever  textos, mas as lições foram tão importante quanto". Este é o relato emocionado da cuidadora de idosos Nildete dos Santos sobre a participação de seu filho, Pedro Vitor dos Santos, 16 anos, no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência  (Proerd), ministrado pela Polícia Militar (PM). Com o objetivo de alertar estudantes de escolas públicas e privadas sobre as consequências do uso de entorpecentes, o Proerd é  desenvolvido atualmente em 73 municípios do Estado. Aluno do quinto ano do ensino fundamental, Pedro Vitor está defasado em relação à série, mas diz que a participação no Proerd mudou sua  maneira de ver o mundo. "Não só em relação às drogas. Aprendi a respeitar meu próximo e que devo me dedicar aos estudos para mudar  minha realidade", afirma. O Proerd é voltado para alunos da educação infantil e do quinto ao sétimo ano do ensino fundamental. Na Bahia, até o final do atual ano letivo, o programa deve formar cerca de 40 mil alunos. O curso, que é ministrado por um policial militar capacitado, tem duração de três a quatro meses. Neste período, são realizadas atividades lúdicas que visam informar os estudantes sobre o uso de drogas e suas consequências sociais e para a saúde. As aulas do Proerd acontecem uma vez por semana, com duração de uma hora, nas próprias unidades de ensino. O curso dura, em média, dez semanas. Coordenador de Estudos e Atenção às Drogas da Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev), vinculada à Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP), o capitão Elsimar Leão comenta que o ensino do curso é baseado em lições de respeito e cidadania e focado nas principais drogas. "Procuramos despertar a reflexão nos alunos. Não pregamos o discurso de que 'se ele usar drogas vai morrer'. Os incentivamos para que reflitam e, a partir dos conhecimentos que adquiriram, decidam não usar drogas", diz. Conforme Leão, mais policiais estão sendo treinados para ministrarem os cursos e a meta do próximo ano é atingir a faixa dos 40 mil estudantes formados.   Aprendizado - Pesquisa realizada pela PM da Bahia, revelou que 70% das crianças que participaram do Proerd quando tinham 10 anos de idade, aos 16, ao serem entrevistados, não haviam feito uso de nenhuma substância psicoativa. Para Leão, este número é  um incentivo para a continuidade e expansão do trabalho realizado pelo programa. "A longo e médio prazos, nossa expectativa é diminuir ainda mais os índices de consumo e tráfico de drogas, fortalecendo a parceria entre escola, crianças, família e polícia", ressalta. A diretora da Escola Municipal Hercília Moreira, Cátia Barreto, acredita que a parceria entre educação e segurança é positiva para os alunos. "Os pais, muitas vezes, não têm tempo para acompanhar seus filhos, saber com quem andam e o que estão fazendo, durante o dia. A escola pode ocupar este espaço, auxiliando os pais", defende. Para ela, o principal ponto positivo do Proerd é o diálogo proporcionado entre alunos, escola, pais e polícia. "O estudante aprende que o policial não é um repressor, como é divulgado normalmente. O diálogo gera respeito mútuo", ressalta. Agência: A Tarde