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domingo, 23 de setembro de 2012

Ex diz que apresentou drogas pesadas para Amy

Blake Fielder-Civil se isentou da culpa pela morte de Winehouse Blake Fielder-Civil, ex-marido de Amy Winehouse, admitiu que foi o responsável por apresentar drogas pesadas para a cantora, mas se isentou da culpa pela morte dela: "eu não sei se isso absolve minha culpa ou responsabilidade, mas eu não matei minha ex-mulher", disse. "Era eu que levava drogas para o relacionamento", confessou em entrevista ao jornal “The Sun”. "Parece desrespeitoso com a Amy dizer que ela era tão influenciável, que ela teria usado drogas por decisão de outra pessoa. Na verdade, ela era muito forte e independente", insistiu Blake. Em julho de 2011, ano da morte de Amy Winehouse, ele estava preso e não pôde acompanhar o enterro da ex-mulher. "Eu pensei que mundo tivesse acabado", disse. Ele foi para a cadeia após roubar uma joalheria em Leeds, na Inglaterra. Divulgação/Site Oficial Amy sempre teve um relacionamento conturbado com Blake Fielder-Civil Divulgação/Site Oficial Da Redação entretenimento@band.com.br

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Drogas: histórias de quem convive com o vício

Os dependentes químicos sofrem, assim como a família. Entretanto, quem já passou por isso afirma que é possível vencer Brasil é o maior mercado consumidor de crack Cresce cada vez mais o número de jovens que se envolvem com drogas por curiosidade e acabam como dependentes químicos. Sander Mecca, ex-integrante do grupo Twister e escritor do livro “Inferno Amarelo”, faz parte desse grupo. No entanto, após ficar preso dois anos por tráfico, não usa mais entorpecentes e é convicto: “Não vale tudo isso, qualquer viagem não vale tudo o que pode acontecer”. Sander conta que começou a se envolver com drogas aos poucos, mas logo se viu viciado em cocaína, LSD, maconha e ecstasy. Quando foi preso por tráfico de drogas, em 2001, sofreu com a abstinência, mas ficar preso para ele foi o pior momento. Hoje vai ao psicólogo para controlar a doença, e admite: “o vício é uma coisa que eu vou carregar pra sempre”. De acordo com o 1º Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre universitários das 27 capitais brasileiras, divulgado pela Obid (Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas), em 2010, 48,7% dos jovens universitários já experimentaram algum tipo de droga ilícita alguma vez na vida. Um quarto deles fizeram uso de quatro tipo diferentes de substâncias. O problema é que, muitas vezes, o primeiro uso leva ao uso casual, mais tarde ao regular e, por fim, à dependência física e psicológica do usuário. Foi assim com Pedro*, 28 anos, que é viciado desde os 12. Ele começou a usar drogas por influência do pai, também dependente químico. “Eu nem sabia que meu pai usava alguma coisa, um dia vi ele fumando maconha e pedi para experimentar”, conta. “Eu preciso do apoio da minha família” Depois de ser internado por mais de seis vezes e fugir das clínicas, Pedro afirma que usa droga para fugir dos problemas. “Eu já estive pior. Teve momentos em que eu acordava e tinha que usar drogas, mas hoje eu uso como fuga”. Além disso, ele diz que em várias clínicas sofreu torturas, choque, e já ficou 87 dias trancado em um espaço muito pequeno sem ver a luz do sol. E quando volta para casa, há descrença da família sobre a sua recuperação. “O que adianta eu ser internado e quando eu voltar, ser como se eu não tivesse passado por nada?”, desabafa. Ele admite o erro e diz que se arrepende de ter se envolvido com drogas, mas que acredita na própria recuperação. “Se eu já não acreditasse mais em mim, eu ia morar na rua, iria parar de trabalhar, mas eu sei que eu consigo”. “Ele acabou com a minha vida” Por outro lado, Sônia Maria Daniel, 52 anos, tia de Pedro e dona da casa onde ele mora, acredita que a recuperação dele virá somente após uma internação mais longa, de até dois anos. Ela conta que já sofreu ameaças do rapaz. “Eu tenho dó, mas ele entra dentro de casa pra fazer chantagem e ameaça por dinheiro”, conta. Segundo ela, o rapaz por várias vezes tentou a agredir e, na última semana, colocou fogo em um colchão dentro de casa. Sonia lembra que, antes de usar drogas, Pedro era maleável, apesar de ter o gênio forte. Ela própria diz que tinha uma “vida de rainha”, era alegre e divertida. “A quantidade de dinheiro que eu gastei com ele dava pra comprar uma casa”. Apesar disso, a tia não se sente culpada pelo envolvimento do sobrinho com drogas, mas para aceitar teve que entender que já tinha tentado todas as formas de tirá-lo dessa vida. Para ela, Pedro tem o pai como espelho, e por isso os dois são usuários. “Os dois já tentaram se matar! Eles chegaram a pegar uma faca cada um para brigar. Uma vez os traficantes já vieram cobrar dívida de droga na minha porta. Não é fácil conviver com dois dependentes químicos”, desabafa. A relação de Sonia e Pedro com as drogas já dura mais de uma década, mas esse não é o caso de Leila*. Ela tem 51 anos, e é mãe de Felipe*, que tem 20, e se envolveu com drogas em 2008. “Quando eu descobri chorei muito. Comecei a perceber que o rendimento escolar dele estava péssimo e a maioria das coisas que ele falava era mentira”, conta. No ano passado Felipe foi internado em uma clínica para reabilitação, na época usando também muita cocaína e álcool. Ele pediu perdão, mas já fugiu da clínica uma vez. “Em julho veio para casa e ficou seis dias, mas estava arrogante. Ele encerraria o tratamento após oito meses, só que a bomba veio três dias antes”, diz a mãe. Felipe não foi liberado reiniciou o tratamento por mais seis meses. Ele teve o direito de sair para ajudar a cuidar de outros dependentes na praça da cidade onde está internado, mas conseguiu comprar a droga e a levou para dentro da clínica e, por isso, foi transferido novamente. Leila afirma que a família “já não é tão alegre como antes”, mas busca apoio em organizações especializadas neste tipo se situação. Além disso mantém a fé e o apoio que o filho precisa para encarar o problema. “Nós que só podemos ficar aqui fora orando, orando e orando”. Fonte: Band.com

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Precisa-se de um amigo Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, de sol, de lua, de canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vazio que isso deixa. Deve ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de ser amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lamentar os que não puderam nascer. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalho, de grandes chuvas e de recordações da infância. Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar das ruas desertas, de poças de água e dos caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tenha um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo, para se ter consciência de que ainda se vive. (Vinícius de Moraes)