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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Drogas na adolescência!!!




Os adolescentes começam a usar drogas cada vez mais precocemente, a maioria optando inicialmente pelo álcool



A última edição do especial sobre o uso de drogas faz um panorama sobre o consumo entre os adolescentes, idade em que a predisposição ao uso aumenta (seja pela curiosidade ou pelo convívio social). Nessa faixa etária, pais e sociedade devem estar ainda mais atentos ao comportamento dos jovens, uma vez que dados comprovam que o uso de drogas está cada vez mais precoce no país.

Segundo pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – Cebrid, realizada em 2004, 5,2% dos jovens brasileiros entre 12 e 17 anos são dependentes de álcool, 2,2% de tabaco, 0,6% da maconha e 0,2% de tranqüilizantes. O Cebrid também identificou que 15,5% dos estudantes brasileiros de ensino fundamental e médio da rede pública já usaram solventes e inalantes pelo menos uma vez na vida. Esse número sobe para 19,1% quando considerados apenas os jovens entre 16 e 18 anos.

Ambiente favorável ao uso e amigos que usam drogas facilitam o contato e as primeiras experiências com as drogas, com as quais os adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contato, em especial com o álcool, que tem a menor idade de início de uso entre as drogas. Em média, os estudantes pesquisados ingeriram álcool pela primeira vez com 12,5 anos. Depois vêm o tabaco, os solventes e os medicamentos (anfetaminas, anticolinérgicos e ansiolíticos), seguidos das drogas ilícitas.

O que os jovens procuram
Por que os adolescentes usam drogas?

- para parecer adulto (a droga é vista como símbolo de maturidade)
- para fugir ao domínio dos pais e parentes (a droga é vista como facilitadora do processo)
- para ser aceito pelo seu grupo de amigos
- para fugir ao estresse
- para rebelar-se contra o sistema em que vive
- para aumentar sua capacidade de aprender.

Se o adolescente continua a usar a droga depois de experimentar, é sinal de problemas graves, como a depressão, por exemplo. Segundo o especialista em saúde mental Fleitlich-Bilyk, essa doença atinge 1% de crianças e jovens brasileiros.

Quais as conseqüências para o adolescente?

As mudanças são mais evidentes nos meninos, que costumam se envolver em problemas com a polícia, ter baixo desempenho ou até abandonar a escola. Já a depressão é mais freqüente nas meninas. É comum também o envolvimento em furtos, roubos, tráfico de drogas ou prostituição como meio de adquirir dinheiro para comprar droga. Nos usuários crônicos de maconha, há perda do interesse pelas atividades normais da idade.



Como saber se um adolescente usa drogas?

Alterações repentinas de comportamento, agressividade, irritabilidade e queda no rendimento escolar são os primeiros sinais. Também pode ser sintoma a ocorrência de:

* acidentes freqüentes
* doenças maldefinidas, com tosse, rinite e falta de ar
* dores abdominais e náuseas
* mudanças no sono e apetite, levando ao emagrecimento
* mudança no grupo de amigos
* opiniões extremas quando o assunto é drogas
* cultura do uso de drogas, (camisetas, adesivos, músicas)
* aumento do tempo recluso dentro do próprio quarto e
* desaparecimento de objetos pessoais e da casa.

Além de estar atento a essas mudanças, a melhor maneira de se descobrir se um adolescente está usando drogas ainda é uma conversa franca sobre o assunto, com tato, bom senso e tranqüilidade. Isso pode ser suficiente para alertar e afastar o perigo das drogas. No entanto, acompanhamento especializado e até uma internação podem ser necessários em situações de maior gravidade.



Dependência está relacionada a DSTs, Aids e Hepatite C

Segundo pesquisa recente do Cebrid, no Brasil as drogas injetáveis são mais consumidas em grupo e os dependentes compartilham as seringas em 70% das aplicações. Some-se a isso a redução do uso de camisinha e tem-se a razão da epidemia de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre dependentes químicos.

A Aids é transmitida ainda na gestação, parto ou amamentação, não tem cura e pode levar à morte, especialmente se o tratamento não for seguido à risca.

Já as hepatites B e C são muito mais fáceis de pegar. Além do sangue contaminado e das relações sexuais, são transmitidas pelos canudos para inalação de drogas e até pelas rachaduras nos lábios de quem usa crack, comprometendo o funcionamento do fígado, órgão vital do corpo. Os postos de saúde vacinam gratuitamente os jovens de até 20 anos contra a hepatite B.

Substâncias ilícitas
convertem esporte em risco à saúde

Os adolescentes estão ainda expostos às drogas usadas para melhorar o desempenho esportivo ou para adquirir músculos. Essas substâncias, apesar de ilícitas, são cada vez mais comuns em academias e centros esportivos e, além de comprometer a saúde, não raro levam à morte. Os anabolizantes, por exemplo, aumentam o tamanho, a força, a potência dos músculos, e a tolerância ao exercício. São os preferidos dos halterofilistas, lutadores de artes marciais e dos jovens que querem ter um corpo mais musculoso. Por sua vez, os estimulantes, como as anfetaminas, a efedrina e a cafeína, aumentam a tolerância ao esforço físico e à dor, e são normalmente usados por jogadores de basquete, vôlei, futebol e por ciclistas. Já a eritropoetina é a droga mais usada por ciclistas, triatletas e maratonistas, porque aumenta a resistência do atleta.

O tratamento do
adolescente é diferente?

Ao contrário dos adultos, que já teriam desenvolvido seus papéis na sociedade antes da dependência, os adolescentes freqüentemente encontram maior dificuldade para ficar sem a droga porque não conseguem – e muitas vezes não sabem, por falta de referência anterior – preencher seu tempo com atividades sem relação com as drogas.

Por outro lado, o adolescente e o pré-adolescente sabem que não podem voltar ao comportamento anterior, no qual correriam o risco de usar novamente essas substâncias. O tratamento exige, portanto, que o adolescente reconstrua sua identidade, e a maior dificuldade é que essa identidade é completamente nova, não pode ser relembrada, porque não existia de forma completa. Deve ser construída. Não se trata de reabilitação, mas sim de habilitação, na qual, independentemente do tipo de tratamento, a participação da família é essencial.

Outra peculiaridade é que o adolescente não tem consciência plena dos problemas físicos ou psicológicos que as drogas podem causar.

Risco de gravidez precoce
é maior entre os usuários

Uma conseqüência muito comum do uso de drogas é a gravidez, uma vez que, com a consciência alterada pela substância, o adolescente deixa de usar camisinha ou qualquer outro tipo de contracepção. A droga então, além de prejudicar a mãe, passa a atuar no feto.

Álcool – Atraso no desenvolvimento, má-formação de órgãos vitais. O álcool é também a causa mais comum de retardamento mental infantil não-hereditário.

Cigarro – Atraso no desenvolvimento físico e mental, baixo peso, problemas respiratórios, pressão alta, rompimento prematuro da bolsa d’água e insuficiência cardíaca antes do parto.

Cocaína – Causa hipertensão no bebê, que pode ainda nascer prematuro, deformado e em sofrimento (falta de oxigênio). Na maioria das vezes, o uso de cocaína provoca a morte do bebê.

Inalantes – Aborto espontâneo, defeitos no sistema nervoso central e deformidades.

Maconha – Causa dificuldade para aprender e alterações no comportamento da criança.

Fonte: Agora Online

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